viernes, 31 de julio de 2020

31/07 - San Eudócimo el Justo de Capadocia


San Eudócimo era de Capadocia, hijo de padres piadosos y muy ilustres, de rango patricio. Cultivaba de manera especial la castidad y la misericordia; la primera, nunca mirando a los ojos de una mujer, y la segunda, proveyendo alegremente a las necesidades de los pobres. Cuando fue nombrado comandante militar de Capadocia, siguió practicando la justicia, mostrando misericordia y rectitud en todos sus caminos. 

Habiendo vivido así en la piedad, de manera callada y sin ostentación, fue llamado a la otra vida a la edad de treinta y tres años, cerca del 840, durante el reinado del iconoclasta Teófilo. No mucho tiempo después de su sepelio, su tumba se convirtió en fuente de interminables milagros y Dios reveló la virtud que Eudócimo había luchado para ocultar. Cuando posteriormente fue abierto el sepulcro, su cuerpo fue hallado incorrupto. Sus santas reliquias fueron trasladadas a Constantinopla.

31/07 - José el Justo de Arimatea


San José de Arimatea era un prominente líder judío durante el tiempo de Jesucristo. Es mencionado en los Evangelios como un hombre rico de Arimatea que era discípulo secreto de Cristo debido a su posición en el Sanedrín.

Tras la crucifixión y muerte de nuestro Señor, José se dirigió a Poncio Pilato movido por la piedad y le pidió el cuerpo de Jesús para poder enterrarlo honrosamente. Junto con San Nicodemo, quitó el cuerpo de Cristo de la cruz en presencia de la Madre de Dios y las Mujeres Miróforas, lo envolvió en una sábana de lino, lo ungió con especias y lo depositó en un sepulcro nuevo de su propiedad.

Este discípulo posteriormente viajó por el mundo proclamando el Evangelio hasta que reposó en paz en Inglaterra. La Iglesia lo conmemora individualmente hoy 31 de julio, y junto con las Mujeres Miróforas y Nicodemo el 3° domingo de Pascua.

jueves, 30 de julio de 2020

A Eparquia Ortodoxa do Brasil, uma digna herdeira da Ortodoxia ibérica


A Eparquia Ortodoxa do Brasil, sob jurisdição da Igreja Autocéfala da Polônia, tem a característica de ter sido constituída a partir de brasileiros que não são descendentes de povos tradicionalmente ortodoxos. O seu ‘povo’ inicial tem sua origem em pessoas residentes em Recife e no Rio de Janeiro que, nos idos de 1985, se dedicavam ao estudo de saberes metafísicos e esotéricos. Essas pessoas buscavam encontrar uma Tradição Sagrada, que ainda se mantivesse autêntica e não contaminada pelo materialismo e racionalismo ocidentais. O grupo de Recife tinha, no seu organizador, um ponto de contato e intercambio com o grupo residente no Rio de Janeiro.

Uma série de coincidências levou a que esses dois grupos viessem a promover a vinda de um jornalista e intelectual português, com o objetivo de ministrar, no Rio de Janeiro e em Recife, um curso sobre simbolismo e arte sagrada. Acontece que esse jornalista também era um padre ortodoxo.

Esse encontro do padre ortodoxo com esse grupo de brasileiros causou uma profunda impressão em ambas as partes. Semanas após a partida do padre, os brasileiros receberam, da parte do Metropolita Gabriel de Lisboa, superior hierárquico daquele padre, um convite para visitar o mosteiro ortodoxo que ficava em Mafra-Portugal.

É assim que, na primeira quinzena de julho de 1986, parte para Lisboa um grupo composto de 5 pessoas do Recife e 4 do Rio de Janeiro. Lá chegando, ficaram todos impactados com o ambiente do mosteiro, com a pessoa de Dom Gabriel, com a doutrina ortodoxa, que ele nos apresentava a cada noite até altas madrugadas, e, principalmente, com os Ofícios Divinos cantados em português. O certo é que, alguns dias após a chegada, estavam todos decididos a fazer parte desta grande família das igrejas ortodoxas. Pediram, então, que fossem recebidos como cristãos ortodoxos.

Surgiu aí o primeiro problema: como serem batizados e voltar para o Brasil? Como alimentar a fé? Como se manterem fiéis à doutrina ortodoxa? No Brasil não se conhecia, naquela altura, nenhuma das igrejas de imigrantes. Dom Gabriel recusava recebê-los na Igreja, numa situação em que não havia perspectiva deles, ao voltarem ao Brasil, continuar a serem santificados e alimentados espiritualmente pelos sacramentos e pela Sagrada Liturgia. Nessa situação emergencial, a solução encontrada foi a de que alguns dos brasileiros aceitassem a ordenação presbiterial para iniciar no Brasil, uma missão da Santa Igreja Ortodoxa.

Na festa de Pentecostes do ano de 1986, esses brasileiros foram batizados e crismados na Catedral Ortodoxa de Lisboa. Semanas depois foram celebrados um casamento, uma tonsura monástica e as ordenações de dois padres: o hieromonge Paulo e o presbítero Aléxis, e ainda, dois subdiáconos: os reverendos Alexandre e Filipe.

Em julho de 1986 desembarca no Brasil uma perfeita missão de ortodoxos brasileiros, com o intuito de implantar a Fé Ortodoxa neste país. Logo após o retorno desse grupo de nove brasileiros, tivemos no Rio de Janeiro um primeiro batismo de sete pessoas e, no Recife, o de um grupo de vinte e cinco pessoas. Esse foi o início dessa Igreja Ortodoxa voltada para brasileiros.

O Metropolita D. Gabriel era integrante do Sínodo vetero-calendarista Grego. No entanto, uma profunda divergência teológica fez com que ele se retirasse daquele Sínodo. Essa divergência consistia em que o arcebispo Auxentios passara a afirmar, a partir de 1987, que a Igreja que não fosse Velho-Calendarista não possuía a Graça Divina e, por isso, não tinha nem Sucessão Apostólica nem Sacramentos. Tal posição doutrinal era inaceitável para D. Gabriel.

Após romper com o Sinodo vetero-calendarista, D. Gabriel fez gestões junto a várias Igrejas Ortodoxas canônicas, inclusive junto ao Patriarcado Ecumênico, mas foi a Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia que respondeu. Com o apoio de Sua Beatitude, o Metropolita Basílio de Varsóvia e de Toda a Polônia, o Metropolita de Lisboa foi aceito no Santo Sínodo polonês. No final de 1989, foi assinado o protocolo de comunhão canônica entre a Metrópole Ortodoxa de Portugal, Espanha e todo Brasil e a Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Autocéfala da Polônia, solenidade que ocorreu em Lisboa. Quem presidiu as solenidades representando o Metropolita de Varsóvia foi o, na época, Arcebispo de Bialystok e Gdansk, Sua Excelência Reverendíssima o Sr Dom Sawa, atual Primaz da Igreja da Polônia.

No fim do ano de 1991, Dom Gabriel, acompanhado dos Bispos Thiago e Theodoro, do Monsenhor João e ainda do Arquimandrita Chrisóstomo, fez uma visita à Polônia. Na reunião do Sínodo dos Bispos da Igreja da Polônia, realizada durantes as comemorações da Festa da Transfiguração, no Monastério de Grabarka, dois bispos são eleitos: Monsenhor João como Bispo auxiliar para Portugal e o Arquimandrita Chrisóstomo como Bispo residencial para o Brasil. As respectivas sagrações vão ocorrer no mês de dezembro de 1991, em Portugal, contando com a presença do Arcebispo Simão, delegado do Metropolita Basílio de Varsóvia.

No segundo semestre de 1992 toma posse da Diocese do Rio de Janeiro e Olinda-Recife o primeiro Bispo ortodoxo brasileiro para o Brasil. A Diocese do Brasil, neste momento, era composta de quase mil fiéis, 4 paróquias, 5 missões, 1 Arquimandrita, 10 presbíteros, 1 protodiácono, 4 diáconos, uma dezena de leitores e subdiáconos, alguns estudando e servindo na Metrópole de Portugal. Os monges e rasophores brasileiros, nos mosteiros da Europa, chegaram ao número de 30.

Em fevereiro de 1997, Sua Beatitude D. Gabriel – de memória eterna – nasce para os céus. E no transcurso desse mesmo ano, o Arcebispo João é elevado ao cargo de Metropolita de Portugal, Espanha e Todo o Brasil.

Em junho de 1998, foi sagrado um Bispo auxiliar para o Brasil, S. Excelência o Sr. D. Ambrósio, Bispo de Recife.

Durante o ano de 2000, conflitos de natureza eclesial e discipinar eclodem envolvendo o Metropolita João, a comunidade de brasileiros ortodoxos e o Metropolita Sawa da Polônia. Surgem conflitos também entre o Metropolita João e a Abadessa do Mosteiro de Mafra. Um grupo de monjas, lideradas pela Abadessa se refugia no Mosteiro Ortodoxo de Gondencourt, França, vinculado ao Patriarcado da Sérvia. Esse refúgio foi obtido com a permissão e a bênção do Metropolita Sawa de Varsóvia.

A evolução das divergências entre o Metropolita João e o Santo Sínodo da Polônia levou a ruptura da comunhão canônica. No entanto, os bispos brasileiros não acompanharam D. João. Eles se mantiveram como membros daquele Santo Sínodo. Isso fez com que a Igreja Ortodoxa do Brasil se desvinculasse da Metropolia de Portugal.

Em virtude desses acontecimentos, desde o dia 8 de agosto de 2000, a Eparquia do Brasil está sob a proteção direta do homofórion de Sua Beatitude Dom Sawa, Metropolita de Varsóvia e toda Polônia.

Essa crise envolvendo a Metropolia de Lisboa, a comunidade de brasileiros ortodoxos e o Santo Sínodo da Polônia resultou em um duro revez para a Eparquia do Brasil. Quatro padres e um diácono do nordeste se transferiram para a jurisdição do patriarcado da Sérvia, e outros 2 diáconos desligaram-se do sacerdócio. No sudeste, um padre migrou para a Igreja Russa fora das fronteiras e outros quatro e mais dois diáconos se desligaram da Igreja.

Depois deste golpe, uma nova fase se inicia, marcada pelo desenvolvimento de projetos pastorais, de fortalecimento da fé e também pela aproximação com as Igrejas Ortodoxas originárias da imigração. Iniciou-se a formação de movimentos e organismos vinculados ou postos ao serviço do conjunto das Igrejas Ortodoxas Canônicas presentes no país.

A Eparquia Ortodoxa do Brasil, também passou a ter um maior empenho no sentido de melhorar a preparação pastoral do clero, e no sentido de aprofundar o conhecimento dos Ofícios e da Tradição Ortodoxa junto aos fiéis.

Hoje no Brasil encontram-se presentes seis Igrejas Ortodoxas Canônicas: quatro com origem na imigração oriunda de povos tradicionalmente ortodoxos, que são os árabes, gregos, russos e ucranianos. E duas Igrejas formadas por brasileiros não descendentes de ortodoxos: a Igreja Ortodoxa sob jurisdição polonesa e a Igreja Ortodoxa sob jurisdição sérvia. O que caracteriza o espirito missionário dessas duas últimas é a tradução do patrimônio da fé ortodoxa para o idioma português, pois que visa a sua difusão entre os brasileiros.

Atualmente essas seis Igrejas Ortodoxas irmãs constituem a Assembléia dos Bispos Ortodoxos da América Latina, órgão permanente que visa, entre outros objetivos, a preparação de um Concílio Pan Ortodoxo.


Fonte: Eparquia Ortodoxa do Brasil (Igreja Ortodoxa da Polónia)

30/07 - Silas, Silvano, Crescente, Epéneto y Andrónico los Apóstoles de los 70


San Silas era compañero y colaborador del Apóstol Pablo: «Pablo, eligiendo como compañero a Silas, [...] partió y fue recorriendo Siria y Cilicia, confirmando a las iglesias» (Hch 15,40-41). Más tarde se convirtió en Obispo de Corinto y reposó en paz.

San Silvano se hizo Obispo de Tesalónica, y también reposó en paz.

San Crescente, a quien San Pablo menciona en su Segunda Epístola a Timoteo (4,10), se convirtió en Obispo de Calcedonia y atrajo a muchos a la Fe.

En cuanto a aquel a quien el Apóstol de los Gentiles alaba como «mi querido Epéneto, primicias de Asia para Cristo» (Rm 16,5), se hizo Obispo de Cartago y, tras soportar muchas aflicciones por parte de los idólatras y atraer a muchos de ellos a Cristo, partió con el Señor.

miércoles, 29 de julio de 2020

29/07 - Teodota la Mártir y sus Hijos


Santa Teodota, de la que el Martirologio Romano hace mención en este día, era una noble dama de Nicea. Según las «actas» de la santa, el prefecto Leucacio intentó casarse con ella, pero al rehusar Teodota, la denunció, lo mismo que a sus tres hijos, ante Nicecio, procónsul de Bitinia. La persecución de Diocleciano estaba entonces en todo su furor. 

Nicecio preguntó a Teodota si ella había enseñado a sus hijos la falsa religión que practicaban. Teodota replicó que no era una religión falsa ni nueva. Nicecio exclamó: «¿Acaso quieres decir que tus antepasados conocían ya tales doctrinas?» Evodio, el hijo mayor de Teodota, intervino entonces, diciendo: «Nuestros antepasados estaban equivocados, pero no porque Dios no hubiese revelado la Verdad, sino porque se cegaban voluntariamente y se precipitaban en el error. Pero nosotros estamos decididos a seguir a nuestra madre». Nicecio replicó: «Vuestra madre va a ofrecer sacrificios a los dioses, lo quiera o no». En seguida, dirigiéndose a Teodota, le echó en cara la valiente respuesta de su hijo y la exhortó a sacrificar a los dioses para salvar la vida de sus hijos.

Como no lograse persuadirla, Nicecio condenó finalmente a los cuatro mártires a morir por el fuego.

29/07 - El Santo Mártir Calínico


San Calínico era de Cilicia.

Debido a que predicaba a Cristo y apartó a muchos paganos de los ídolos, fue capturado por Secerdón el Gobernador, que lo sometió a muchas torturas, lo hizo pisotear con zapatos llenos de clavos en las suelas y lo compelió a huir a la ciudad de Gangra, donde fue quemado vivo en un horno.

martes, 28 de julio de 2020

28/07 - Irene la Justa de Crisobalanto


Santa Irene, que era de Capadocia, floreció en el siglo IX.

Debido a su gran belleza y virtud, fue llevada a Constantinopla como posible esposa para el joven Emperador Miguel (842-867); sin embargo, como predijo San Joanicio el Grande, la voluntad de Dios era que asumiera el hábito monástico.

Irene brilló en grandes trabajos ascéticos y sufrió muchos ataques de los demonios; cuando era novicia, adoptó la práctica de San Arsenio el Grande de rezar toda la noche con los brazos extendidos hacia el Cielo (ver el 8 de mayo). 

Dios obró grandes signos y maravillas en ella, y se convirtió en Abadesa del Convento de Crisobalanto. Se le concedió el don de la clarividencia y conocía los pensamientos de todos los que acudían a ella. Una vez se le apareció en una visión al Rey y lo reprendió por encarcelar injustamente a un noble que había sido acusado falsamente. En otra ocasión, a través de un marinero a quien se le había aparecido, San Juan el Evangelista le envió fragantes y maravillosas manzanas del Paraíso.

Irene reposó a la edad de 103 años, conservando aún la belleza juvenil de su rostro. Tras su reposo, se han obrado a través de ella hasta nuestros días innumerables curaciones maravillosas.

28/07 - Prócoro, Nicanor, Timón y Parmenas los Apóstoles de los 70


Estos Apóstoles de los Setenta son mencionados en Hechos 6,5.

San Prócoro se convirtió en Obispo de Nicomedia y reposó en paz.

San Nocanor fue apedreado hasta la muerte en Jerusalén.

San Timón se convirtió en Obispo de Bosra en Arabia y acabó su vida como mártir quemado a manos de los paganos.

San Parmenas murió en paz en Jerusalén.

lunes, 27 de julio de 2020

27/07 - Los Santos Aurelio, Natalia (Sabigoto), Félix, Liliosa y Jorge, mártires


Aurelio es hijo de un mahometano de los que ocupaban Córdoba, en España; pero su madre es cristiana y procuró educarlo en la fe verdadera. Pronto quedó huérfano de padre y madre; una tía suya, también cristiana, se encargó de hacerlo un hombre. Al llegarle la edad se casó con Natalia, hija de padres mahometanos pero, convertida al cristianismo, se bautizó cuando ellos murieron y empezó a llamarse Sabigoto; tienen dos hijas pequeñas; son ricos y emparentados con gente importante de la ciudad por la parte mora.

Félix es uno de los amigos de Aurelio y está casado con Liliosa. A ellos, las cosas les van igualmente bien, no por agarenos, sino por la renuncia que años atrás hizo Félix a la fe de los cristianos; tuvo miedo; no se atrevió a afrontar la vida con las limitaciones de trabajo, económicas, los impuestos, la mala perspectiva para los futuros hijos con todas las puertas cerradas para prosperar y disimuló su fe ante el juez. Por ello no les va nada mal. Él sigue creyendo en Dios, pero no frecuenta las reuniones, ni participa en el culto porque no se interprete que da marcha atrás.

Han comenzado a pasar cosas graves en la ciudad emirada en los últimos tiempos. Los ánimos se han calentado y comenzado a haber gente muerta por ser cristiana. Primero mataron a un presbítero que se llamaba Perfecto, luego a otros más; hay gente en la cárcel por su fe. En general, los cristianos de Córdoba están ya hartos de su deteriorada situación, y han comenzado a presentarse ellos mismos, de modo espontáneo, al tribunal. Otros piensan que esta es la ocasión de lavar sus culpas y hasta parece ser el caso de Félix. Los dos matrimonios llevan tiempo hablando entre ellos de responsabilidades y de fidelidad. Una de las primeras cabezas cristianas les ha hecho poner en balanza lo que se gana y lo que se pierde; es ese hombre valiente y docto obispo que se llama Eulogio. Las dos parejas se animan a ser fieles y más valientes de lo que son.

Cuando el otro día estaba Aurelio en la plaza vio un espectáculo triste en sí mismo y lamentable; llevaban en un borrico, con gran alboroto, entre gritos y gestos maledicentes, al bueno de Juan; iba herido, le pegaban con cuerdas, le insultaban y maldecían por ser cristiano y no bendecir al Profeta. Llegó a casa y no pudo ocultar su pena por la injusticia, todo en él era rebeldía por la impotencia; Liliosa escuchó la versión y pronto la conocen Aurelio y Sabigoto. Ahora los cuatro están dispuestos a buscar solución definitiva pasando por el martirio; pero deben prepararse bien al momento decisivo. Primero, Aurelio y Sabigoto deben llevar a sus hijas al monasterio que fundaron Jeremías e Isabel; ahora es Isabel la abadesa de Tábanos y ella se encargará de cuidarlas con la dote que pondrán a su disposición; luego, sí, deben mejorar su oración, sus sacrificios, su amor a Dios. Y así comienza una nueva dimensión en sus vidas. Los cuatro están a partir un piñón cuando dan abundantes limosnas con sus bienes, comienzan a dormir en el suelo, practican el ayuno, visitan a los enfermos y hasta deciden ir –con influencias– a la prisión para dar algo de consuelo.

Fue allí donde encontraron a Flora, la virgen que es hija de mahometano y cristiana, y a María, monja de Cuteclara y hermana del diácono Wilabonso, decapitado el siete de junio del año pasado. Ellas están condenadas a muerte por sacrílegas y parece que lo que esperan es un premio por su alegría y decisión. Las dos parejas fueron a consolarlas y salieron de la cárcel con fuego en sus corazones.

Conocieron en el monasterio tabanense a Jorge, un monje oriental, concretamente de Siria, que pasó veintiséis años en San Sabas, cerca de Jerusalén, enviado a África para recoger limosnas para mantener a los monjes que habían quedado allí. Es diácono, amigo de Eulogio, sencillo y servidor de todos; habla griego, árabe y latín. Se les unió desde entonces, pensando en el martirio, y ya no se les despega ni de día ni de noche.

Los cinco se han presentado ante el juez; le ponen al corriente de su fe cristiana al tiempo que afirman la falsedad de la religión que profesan todos los seguidores de Mahoma. El juez se esfuerza en hacerles recapacitar sobre su locura; les está haciendo ver la vida que tienen por delante con promesas de bienes, comodidades y honra. Todo es basura comparado con Jesucristo a quien desean servir por encima de todo. Les da cinco días de cárcel para pensar y poder reunir al Consejo porque son personas importantes por su parentela y él no quiere decidir su suerte. Ante los nuevos jueces, pareció que tenían ellos más ganas de ser condenados que los jueces en condenarles. Terminaron degollados, aplicando la ley, por maldecir al Profeta. Fue el día 27 de julio del año 852.

Dos matrimonios y un monje dijeron públicamente del modo más fuerte y claro que es mejor el bien de Cristo que la totalidad de bienes terrenos. Amén.


Fuente: Alfa y Omega

27/07 - Santo Megalomártir y Sanador Pantaleón


Un hombre cuya vida fue cuatro años más corta que la del Salvador a quien él sirvió; sus veintinueve años alcanzó suficientes logros en la ciencia y la religión que llenarían con su esplendor todo aquel siglo.

Como el gran San Lucas del Nuevo Testamento, Pantaleón era doctor y se le recuerda con reverencia como "médico glorioso.“Pero diferencia de aquél, Pantaleón alcanzó la santidad no por su evangelización, sino por sus talentos como médico, pues sus esfuerzos en contra del sufrimiento, fueron aumentados gracias al poder divino.

Pantaleón "el todo misericordioso" nació en el año 275 d.C en Nikomedia, Asia Menor; de padre pagano y madre cristiana. De su padre sacó el intelecto profundo; de su madre, la conciencia espiritual; cualidades que, primero, lo empujarían al reconocimiento, y después hacia la tragedia, en un lapso relativamente corto.

De apariencia atractiva y porte noble, Pantaleón fue discípulo del médico más notable del Imperio, Eufrosinos. Al poco tiempo, su profundo conocimiento y habilidad para curar le atrajo la atención del emperador Maximiano, quien lo incorporó a su servicio personal y al de la corte. Aunque esto aumentó grandemente su fama, el joven médico continuó curando a la gente del pueblo. El piadoso cristiano Ermolaos, quien por su abierta promoción del Cristianismo era perseguido constantemente por el imperio, conoció a Pantaleón y alabó su habilidad médica, induciéndolo a que conociera “la curación proveniente de lo más Alto”.

Después de una serie de encuentros, el médico vino a conocer su verdadera vocación cristiana, y a partir de entonces, como hombre de ciencia sus profesionalismo fue subordinado a su papel de seguidor de Cristo. Continuaba curando a sus pacientes, pero ahora en el nombre del Señor, es decir en nombre del mayor Médico de todos. Su poder de curación ya no era atribuible sólo a su habilidad como médico, sino también, a una intervención divina.

Conforme creció su reputación, Pantaleón llego a ser conocido, más como un hombre de Dios que de ciencia, reconocimiento que provocó la ira y condena del emperador.

Una vez apresado e interrogado, se le ofreció una última oportunidad de elección entre Cristo y los ídolos; su respuesta fue una reafirmación de su cristiandad. No todas las acciones diabólicas de los torturadores de Pantaleón son conocidas. Pero la historia nos narra que este noble cristiano y medico honorable, fue entre otras cosas, torturado en un estante, estirando sus miembros y quemado con velas. Después de estas experiencias horrorosas; fue arrojado primero, en un hoyo ardiente y después a una guarida de bestias. Cuando sobrevivió, los paganos se convencieron de que había una especie de poder sobrenatural protegiéndolo. Finalmente se decidieron por ahogarle, lanzándolo a un río profundo con una enorme piedra atada a su cuerpo. Cuando la piedra se mostró capaz de flotar, los torturadores exasperados sacaron a Pantaleón del agua y lo colocaron sobre el bloque de ejecución donde fue decapitado. En aquel tiempo se dijo que no fue sangre, sino leche, lo que fluyó de la dañada cabeza del mártir.

Pantaleón dio su vida por Cristo el 27 de julio del año 304.

¡Oh Santo luchador, Pantaleón, el sanador! Intercede al Piadoso Dios para que les otorgue la remisión de las iniquidades a nuestra almas.


Fuente: Arquidiócesis de México, Venezuela, Centroamérica y El Caribe (Patriarcado de Antioquía y Todo el Oriente)

domingo, 26 de julio de 2020

26/07 - Parasceve la Hosiomártir de Roma


Santa Parasceve, que era de cierto pueblo cercano a Roma, nació de padres piadosos, Agatón y Policia. Como nació un viernes (en griego, ‘paraskeví’), se le dio ese nombre, que significa «preparación» (ver Mt 27,63, Mc 15,42, Lc 25,34 y Jn 19,31, donde el viernes es llamado «el día de la preparación»).

Desde la niñez Parasceve fue instruida en las letras sagradas y se dedicó al estudio de las Santas Escrituras, llevando una vida monástica y guiando a muchos a la Fe de Cristo. 

Durante el reinado del Emperador Antonino Pío fue apresada por cristiana y se le exigió que adorara a los ídolos, pero ella respondió con las palabras de Jeremías: «Los dioses que no hicieron el cielo y la tierra serán exterminados de la tierra» (Jer 10,11). A causa de esto sufrió dolorosísimos tormentos y fue decapitada en el año 140.

Los fieles le rezan a Santa Parasceve para la curación de las dolencias de los ojos.

26/07 - Los Santos Hieromártires Hermolao, Hermipo y Hermócrates


San Hermolao y sus compañeros eran sacerdotes de la Iglesia de Nicomedia que vivían escondidos después de que el Emperador Maximiano hubiera quemado vivos a los 20.000 Mártires conmemorados el 28 de diciembre.

Hermolao fue quien convirtió a San Pantaleón a Cristo. Cuando este fue apresado por cristiano y Maximiano le preguntó quién le había apartado de los ídolos, el Santo, iluminado por Dios en el sentido de que la hora del martirio de su maestro también había llegado, le reveló que había sido Hermolao el sacerdote.

San Hermolao fue apresado junto con los Santos Hermipo y Hermócrates y, tras confesar que Cristo era el único Dios verdadero, fueron decapitados en el año 305.

San Hermolao es uno de los Santos Anárgiros.

VII Domingo de Mateo. Lecturas de la Divina Liturgia


Rm 15,1-7: Nosotros, los fuertes, debemos sobrellevar las flaquezas de los débiles y no buscar nuestro propio agrado. Que cada uno de nosotros trate de agradar a su prójimo para el bien, buscando su edificación; pues tampoco Cristo buscó su propio agrado, antes bien, como dice la Escritura: Los ultrajes de los que te ultrajaron cayeron sobre mi. En efecto todo cuanto fue escrito en el pasado, se escribió para enseñanza nuestra, para que con la paciencia y el consuelo que dan las Escrituras mantengamos la esperanza. Y el Dios de la paciencia y del consuelo os conceda tener los unos para con los otros los mismos sentimientos, según Cristo Jesús, para que unánimes, a una voz, glorifiquéis al Dios y Padre de nuestro Señor Jesucristo. Por tanto, acogeos mutuamente como os acogió Cristo para gloria de Dios.

Mt 9,27-35: Cuando Jesús se iba de allí, al pasar le siguieron dos ciegos gritando: «¡Ten piedad de nosotros, Hijo de David!» Y al llegar a casa, se le acercaron los ciegos, y Jesús les dice: «¿Creéis que puedo hacer eso?» Dícenle: «Sí, Señor.» Entonces les tocó los ojos diciendo: «Hágase en vosotros según vuestra fe.» Y se abrieron sus ojos. Jesús les ordenó severamente: «¡Mirad que nadie lo sepa!» Pero ellos, en cuanto salieron, divulgaron su fama por toda aquella comarca. Salían ellos todavía, cuando le presentaron un mudo endemoniado. Y expulsado el demonio, rompió a hablar el mudo. Y la gente, admirada, decía: «Jamás se vio cosa igual en Israel.» Pero los fariseos decían: «Por el Príncipe de los demonios expulsa a los demonios.» Jesús recorría todas las ciudades y aldeas, enseñando en sus sinagogas, proclamando la Buena Nueva del Reino y sanando toda enfermedad y toda dolencia.

sábado, 25 de julio de 2020

25/07 - San Cucufate, Mártir


San Cucufato, o San Cucufate (Sant Cugat, en catalán). Según una tradición antiquísima, documentada ya en el siglo IV, San Cucufato y San Félix eran misioneros (posiblemente diáconos) de la Iglesia de Cartago (Túnez) que llegaron a Barcelona a finales del siglo III para proclamar la buena nueva del evangelio. San Cucufato desarrolló su labor evangélica en Barcelona y alrededores y falleció mártir en el Castrum Octavianum (hoy Sant Cugat del Vallés) en el 304.

Al presentar Prudencio, en el canto IV del Peristephanon, dedicado a los mártires de Zaragoza, las más sublimes glorias que las diversas ciudades presentarán ante el Señor, refiriéndose a Barcelona nos dice: "Y tú, Barcelona, te levantarás confiada en el eximio San Cucufate".

Por otra parte, en el martirologio jeronimiano, y posteriormente en todos los calendarios y martirológios, se consigna en este día y en Barcelona el nacimiento al cielo de San Cucufate.

La circunstancia de que ya Prudencio en su tiempo nos comunique con tanta precisión el hecho del martirio de San Cucufate en Barcelona, indica con suficiente claridad que, al menos, los hechos fundamentales de su martirio responden a la realidad. Téngase presente que Prudencio debió escribir dicha obra hada el año 380 y que el martirio de San Cucufate debió ocurrir el año 305 ó 306. Por consiguiente, se trataba de hechos relativamente recientes y que, por referirse a los mártires cristianos, tan venerados por todos los fieles, permanecían en la memoria de todos.

Hay más. El testimonio de Prudencio sobre la verdad del martirio de San Cucufate adquiere un valor muy especial si se le considera juntamente con los demás que presenta el poeta en el mismo himno. Pues bien; así como debemos decir que todos esos mártires a que alude Prudencio son realmente históricos, lo mismo debemos decir de San Cucufate.

Los hechos fundamentales de su valor y constancia, de su ardiente fe y de su heroísmo en derramar su sangre por defenderla, son históricos y responden a la realidad. Persiste la ejemplaridad del martirio como modelo para todo cristiano de nuestros días.

He aquí, pues, lo que se nos ha transmitido sobre el martirio de San Cucufate:

Era de origen africano, y nació de padres nobles y cristianos en la población de Scila. Enviado, con su hermano Félix, a Cesarea de la Mauritania para aprender las letras humanas, hizo allí grandes progresos, no sólo en el estudio, sino más aún en el espíritu. Mas, como ambos se sintieran animados de un intenso deseo del martirio, teniendo noticias de que había estallado una sangrienta persecución contra los cristianos, partieron para España y desembarcaron en Barcelona.

Al entender, pues, que el prefecto Daciano, atravesando las Galias, se dirigía a España, mientras Félix se dirigió a Gerona, Cucufate decidió esperarlo en Barcelona, mientras se preparaba con especiales oraciones para el martirio. Al mismo tiempo se dedicó al oficio de mercader, procurando ejercitar la caridad con los hermanos cristianos. Llegado, pues, Daciano a Barcelona, como entretanto se había dado a conocer Cucufate por su eximia caridad con los pobres y necesitados y por sus obras de celo, fue bien pronto delatado.

Preso, pues, por orden del juez, fue encerrado en un calabozo, donde se trató primero por todos los medios posibles de inducirle a que sacrificara a los ídolos. Mas, como persistiera con la mayor firmeza en la confesión de la fe, fue entregado en manos del prefecto Galerio para ser torturado. Este, en efecto, presa de una fiera rabia contra los cristianos, lo entregó a doce robustos soldados, con la orden de que por turno le azotaran y con las uñas de hierro y con los escorpiones lo despedazaran hasta que le quitaran la vida. Aplicáronle al punto tan inhumano tormento, y ya estaba el cuerpo del mártir completamente dilacerado cuando, por justo castigo de Dios, los verdugos se sienten heridos de ceguera y el prefecto cae herido de muerte, mientras Cucufate es milagrosamente sanado de sus heridas.

Ante tan estupendos milagros gran multitud del pueblo abandona la superstición pagana y abraza la fe de Cristo; pero, entretanto, el nuevo prefecto Maximiano, sucesor de Galerio, ordena a los verdugos asar cruelmente al mártir en las parrillas y, para aumentar la tortura, untar el cuerpo asado con vinagre y pimienta. El mártir, por su parte, puesto en medio del tormento, entona salmos al Señor, y con un nuevo milagro es sanado repentinamente, mientras los verdugos perecen en el fuego. Ciego de rabia el prefecto, y atribuyendo todas estas maravillas a arte diabólica, manda inmediatamente que se encienda un gran fuego y en él se queme el mártir; mas, puesto Cucufate en medio de la ingente llama, sumido en oración al Señor, permanece enteramente ileso, mientras la llama se extingue por completo.

Desconcertado y confuso el prefecto Maximiano, ordena volver al mártir a la cárcel, para decidir él durante la noche lo que se deberá hacer. Mas, durante aquella noche, es recreado el mártir con un resplandor celeste en su prisión, con el cual, ilustrados los carceleros, penetraron en la verdadera luz interior y creyeron en Cristo. Al tener, pues, noticia de todo esto, ciego de ira Maximiano, manda flagelar al mártir con azotes de hierro hasta quitarle la vida; pero, mientras se le aplicaba tan inhumano tormento, por efecto de la oración del mártir arde en llamas la carroza del prefecto Maximiano, y, mientras se dirigía al templo para sacrificar a los ídolos, muere presa de las llamas, al mismo tiempo que los ídolos caen al suelo hechos pedazos.

Finalmente, el nuevo prefecto Rufo, escarmentado en sus predecesores, no se atrevió a aplicar ningún tormento al mártir, sino que, pronunciando la sentencia contra Cucufate, ordena que lo pasen por la espada. Así, pues, habiendo superado la crueldad del fuego, del hierro y de todos los tormentos, herido por la espada obtuvo la palma del martirio el 25 de julio. El martirio tuvo lugar en las afueras de la ciudad, en el campamento militar denominado Castrum Octavianum, que es la actual población de San Cugat del Vallés, junto a Barcelona.

La memoria de San Cucufate se mantuvo fresca en Barcelona y en toda la Península, según se manifiesta claramente en las palabras de Prudencio, citadas al principio, y en los breves elogios de los martirológios. Desde el siglo VIII existió en el Castro Octaviano, un monasterio dedicado a San Cucufate (o San Cugat), de quien se suponía que se conservaban las reliquias. Sin embargo, conforme a una tradición, la cabeza había sido llevada a Francia. Este monasterio de San Cugat recibió su forma definitiva en los siglos XII y XIII y se conservó hasta la supresión general de 1835. El edificio se puede admirar todavía en nuestros días.

Son curiosas, por otra parte, las noticias que sabemos sobre los recuerdos de San Cucufate en Francia. En efecto, consta que Fulrado, abad del monasterio de San Dionisio, se procuró algunas reliquias de San Cucufate y las depositó en un monasterio fundado por él en Alsacia. Su nombre antiguo era La Celle-de-FuIrad; pero se cambió entonces con el de San Cucufate. Pero el año 835 el abad Hildnin hizo llevar estas reliquias a San Dionisio, de París. De hecho, consta que desde el siglo IX la devoción a San Cucufate se extendió por los alrededores de París. En las proximidades de Rucil, en medio del bosque, hay un pequeño lago que ostenta el nombre de Saint Cucufat. Según algunos investigadores, hubo allí en otros tiempos una capilla dedicada al Santo, de la que todavía en el siglo XVIII se conservaba la memoria, acudiendo el pueblo para ciertas peregrinaciones. Se le designaba con el nombre transformado de Saint Quiquenfat. Otros nombres vecinos de Guinelat, Conat y Coplian son interpretados como recuerdos de San Cugat.

BERNARDINO LLORCA, S. I.


25/07 - Dormición de Santa Ana, madre de la Deípara


Según la tradición, Ana, la abuela del Señor, vivió sesenta y nueve años, y su esposo Joaquín ochenta; según se cree, San Joaquín habría muerto dos años antes que Santa Ana.

La Deípara habría quedado huérfana de sus padres a los once años de edad, cuando vivía en el Templo (ver el 8 de septiembre y el 21 de noviembre).

Santa Ana es invocada para concebir hijos y para recibir ayuda en los partos difíciles.

25/07 - Traslación de las reliquias del Apóstol Santiago a Compostela (La Coruña, Galicia)


El Breviario de los Apóstoles ubica el enterramiento de Santiago en el Arca Marmórica, pero se sabe por los Hechos de los Apóstoles que Santiago murió en Jerusalén bajo el mandato de Herodes; por lo tanto, tuvo que existir una traslación del cuerpo.

El primer texto que habla de ello es una epístola sin fechar que aparece en el momento oportuno. Se atribuye a León, obispo de Jerusalén, y se dirige a francos, vándalos, visigodos y ostrogodos y, por tanto, se puede situar en torno al año 500. Se habla de 4 puntos geográficos de importancia:

1. Iria-Padrón, sede episcopal
.
2.Monte Sacro o Illicino.

3. Jerusalén, lugar de la muerte de Santiago.

4. Arcis Marmoricis, lugar del sepulcro.

Cuenta el obispo León en dicha epístola que durante la celebración de un sínodo se le presentaron 4 de los 7 discípulos de Santiago. Habían recogido el cadáver del Apóstol y lo habían transportado en una nave guiada por la mano de Dios. Llegaron a Bisria, confluencia del Ulla y Sar, en Galicia; fueron siete días de navegación y llegaron 400 años después.

En la última frase de la carta, León exhorta a la Cristiandad a acudir allí y orar porque "Ciertamente allí yace oculto Santiago."

Las noticias de la epístola de León pasaron en seguida a los martirologios que circulaban por todo Occidente. En el siglo IX, en las anotaciones correspondientes al 25 de julio se lee el párrafo siguiente: "Natividad de Santiago. Sus sagrados huesos, trasladados a España y sepultados en sus regiones occidentales, son objeto de una celebérrima veneración."

Los detalles de la ubicación del cuerpo de Santiago vinieron después de conocida la existencia de la epístola de León.

Se contaba que los discípulos sacaron el cuerpo de la barca y lo colocaron sobre una gran losa, que con el peso y como si fuese cera derretida, se transformó en un sepulcro. Después de muchas dificultades pusieron el sarcófago en una carreta tirada por bueyes que se detuvieron en un lugar llamado Pico Sacro. Colocaron las reliquias en un arca de mármol, "Arca Marmórica", y construyeron una pequeña iglesia.

Alrededor del año 813, en tiempos del Rey de Asturias Alfonso II el Casto, un ermitaño cristiano llamado Paio (Pelayo) le dijo al obispo gallego Teodomiro, de Iria Flavia (España), que había visto unas luces merodeando sobre un monte deshabitado. Hallaron una tumba donde se encontraba un cuerpo decapitado con la cabeza bajo el brazo. El rey Alfonso ordenó construir una iglesia encima del cementerio (compositum), origen de la Catedral de Santiago de Compostela («Santo Jacob del compositum»). Otros sostienen que la palabra Compostela proviene de 'campus stellae', «campo de las estrellas», debido a las luces que bailoteaban sobre el cementerio.


Fuente: Wikipedia

viernes, 24 de julio de 2020

24/07 - Cristina la Megalomártir de Tiro


Santa Cristina era de Tiro en Siria, hija de un pagano llamado Urbano.

Iluminada en su corazón para creer en Cristo, rompió los ídolos de su padre, hechos de oro y plata, y distribuyó los trozos entre los pobres. Cuando su padre se enteró de ello, la castigó sin piedad, y luego la arrojó a la prisión.

Los gobernantes la sometieron a encarcelamientos, hambre, tormentos, el corte de sus pechos y lengua y finalmente el empalamiento en el año 200, durante el reinado del Emperador Septimio Severo.

jueves, 23 de julio de 2020

La última Liturgia en Santa Sofía


Se cree comúnmente que la última liturgia ortodoxa en Hagia Sophia en Constantinopla tuvo lugar el 28 de mayo de 1453, justo un día antes del fatídico momento en que el faro de la ortodoxia cayó en manos otomanas.

Pero hubo un valiente sacerdote cretense que se atrevió a realizar el rito sagrado una vez más en la enorme catedral, y lo hizo el 19 de enero de 1919. Eleftherios Noufrakis (1872-1941) de Rethymno, Creta fue el hombre que realizó este acto. de heroísmo por su amor a Dios y su país.

Inexplicablemente, el nombre del padre Noufrakis ni siquiera es una nota a pie de página en la historia moderna de Grecia.

Gracias a un libro de Antonios Stivaktakis llamado “El Archimandrita Eleftherios Noufrakis: una figura emblemática del helenismo”, la fascinante historia de "Papa Lefteris" ha salido a la luz.

El padre Eleftherios, o Lefteris, fue un capellán en la división militar que participó en la campaña de Asia Menor. Incluso habían llegado a las mismas puertas de Ankara, antes de su posterior derrota catastrófica en el río Sakarya.

Sin embargo, había una pequeña astilla de esperanza y de redención en aquellos años salvajes de la campaña militar. Y todo fue gracias al cretense con corazón de león del pueblo Alones de Rethymno.

El padre Eleftherios fue el capellán de la Segunda División Griega, una de las dos divisiones que formaban parte de la fuerza expedicionaria aliada enviada a Ucrania a principios de 1919.

En su camino a Ucrania, la unidad griega se detuvo brevemente en Constantinopla, que se encontró bajo el control de los aliados al final de la Primera Guerra Mundial,  después de que tanto los turcos como los alemanes fueron derrotados.

Un día, un grupo de oficiales griegos, compuesto por el general de brigada Frantzis, el mayor Liaromatis, el capitán Stamatios y el teniente Nicholas, liderados por el intrépido sacerdote cretense, contemplaron la ciudad de Constantinopla y Santa Sofía desde su barco.

Tenían una sonrisa secreta en sus corazones, porque la noche anterior habían tomado una gran decisión: debían desembarcar en la ciudad y celebrar una santa liturgia ortodoxa en Hagia Sophia.

El impetuoso plan, algunos podrían incluso decir tonto, fue una creación del padre Eleftherios.

Los hombres sabían que su misión era casi imposible. Santa Sofía seguía siendo una mezquita, y seguramente estaba vigilada. Además, los musulmanes eran libres de ir allí para rezar cuando lo desearan, y en cualquier momento la iglesia podía estar llena de gente.

Y luego estaban sus propios superiores del ejército griego, que estarían en contra de cualquier acto de este tipo, ya que plantearía un problema extraordinariamente difícil para la diplomacia, por decirlo suavemente.

Pero Papá Lefteris había tomado su decisión, y estaba decidido y enérgico. Le pidió a Constantine Liaromatis que fuera su cantor para el servicio religioso. El comandante estuvo de acuerdo, y eventualmente todos los hombres del grupo los siguieron.

El barco que transportaba a la División ancló en el puerto, por lo que los hombres abordaron un bote más pequeño, tripulado por un barquero griego, y fueron trasladados a la ciudad. Kosmas, el barquero nativo, amarró el barco y luego condujo providencialmente al sacerdote y a los oficiales por el camino más corto a Hagia Sophia.

La puerta de la gran catedral, que alguna vez fue el edificio más grande de la cristiandad, estaba abierta, pero un guardia intentó preguntarles en turco qué estaban tratando de hacer. El brigadier Frantzis simplemente le lanzó una mirada que hizo que el guardia se detuviera en seco.

Los hombres griegos entraron en Hagia Sophia con gran reverencia y se persignaron. Luego se dice que Papá Lefteris susurró con gran emoción: "Entraré en Tu casa, y veneraré hacia Tu Santo Templo con miedo ..." (del Salmo 5, versículo 7 en el Antiguo Testamento).

El Padre Eleftherios se movió rápidamente, identificando la ubicación del Santuario y el Altar Sagrado. Al encontrar una mesa pequeña, la puso en su lugar, luego abrió su bolso y sacó todo lo necesario para la Divina Liturgia. Luego se puso la estola y comenzó, diciendo:

"Bienaventurado el Reino del Padre y del Hijo y del Espíritu Santo, ahora y para siempre, y hasta los siglos de los siglos".

"Amén", respondió el Mayor Liaromatis, y comenzó la Divina Liturgia en Hagia Sophia, la primera que tuvo lugar en casi 500 años.

El grupo de griegos se persignó con devoción, aún sin poder creer que estaban dentro de Hagia Sophia, siglos después de que hubiera caído en manos de los musulmanes. Y lo más importante, incluso estaban participando en una Divina Liturgia en el lugar más sagrado de la ortodoxia.

La liturgia continuó como siempre. Después de 466 años, Hagia Sophia estaba sirviendo nuevamente como un templo del cristianismo, los sonidos de los salmos griegos resonaban contra sus paredes sagradas.

Papá Lefteris leyó el Evangelio de ese día, mientras que la Epístola fue leída por el Brigadier Frantzis. Los deberes del sacristán fueron realizados por el teniente Nicholas.

Mientras tanto, los turcos habían comenzado a entrar en la Iglesia. Aparentemente, simplemente no podían comprender lo que estaba sucediendo ante sus ojos. El padre Eleftherios continuó la liturgia completamente imperturbable.

Los turcos observaron en silencio, todavía incapaces de comprender en ese momento lo que realmente estaba ocurriendo dentro de la Iglesia.

Papá Lefteris colocó el antimension en la mesa, para hacer el Proskomidi. Luego sacó un pequeño cáliz sagrado de su bolso, así como una patena, un cuchillo y un pequeño prosforón con una pequeña botella de vino.

Con sagrada emoción y devoción, el sacerdote realizó el Proskomidi. Cuando eso se completó, se volvió hacia el teniente Nicholas y le dijo que encendiera una vela para poder seguirlo durante la Gran Entrada. El joven teniente siguió adelante y encendió la vela, mientras que detrás de él el sacerdote entonó la oración: "Que el Señor Dios se acuerde de todos nosotros ...".

Más turcos habían entrado en Hagia Sophia durante el Proskomidi, y la atmósfera comenzaba a cambiar. Al mismo tiempo, los griegos de Constantinopla también habían comenzado a ingresar a la Iglesia. Siguieron al resto de la Liturgia con devoción, pero con la mayor discreción posible, por temor a los turcos.

Cuando la Liturgia llegó a su punto más sagrado, la Anáfora, el Padre Noufrakis dijo con una voz emotiva: "Lo tuyo propio, te lo ofrecemos, para todos y para todos". Los oficiales se arrodillaron y se escuchó la voz del mayor Liaromatis cantando: "Te cantamos, te bendecimos, te damos gracias, Señor, y te rezamos, Dios nuestro".

Después de un corto tiempo, el sacrificio sin sangre de Cristo se completó en Santa Sofía, después de 466 largos años.

Fue seguido por el "Axion Estin", el "Padre Nuestro" y las palabras "Con el temor de Dios, la fe y el amor se acercan", cuando todos los oficiales se acercaron a la comunión desde los Inmaculados Misterios.

Papá Lefteris pronunció rápidamente las oraciones de la Comunión mientras Liaromatis cantaba: "Bendito sea el Nombre del Señor ...", mientras que todos los demás oficiales recibieron la Sagrada Comunión. El sacerdote luego le dijo al teniente Nicholas: "Reúna todo rápidamente y póngalo en la bolsa", antes de decir las oraciones del despido.

La Divina Liturgia en Hagia Sophia ahora se completó. Fue una gran proeza de coraje con la que la mayoría de los griegos ni siquiera podían comenzar a soñar.

Pero cuando los valientes griegos estaban listos para partir, la Iglesia estaba llena de turcos furiosos que finalmente se habían dado cuenta de lo que estaba sucediendo. Los griegos estaban en peligro. Caminaron cerca uno del otro como un solo cuerpo, y se dirigieron hacia la salida.

Cuando los turcos estaban listos para atacar a los cinco hombres griegos, un funcionario turco se presentó de repente y otros lo siguieron de cerca. Sus sorprendentes palabras fueron "Déjenlos pasar".

En realidad dijo las palabras con odio, pero no le interesaba a su país en este momento matar o arrestar a los hombres griegos. Después de todo, dos divisiones griegas estaban en Constantinopla en ese momento y la ciudad estaba esencialmente en manos de los vencedores de la Primera Guerra Mundial.

Papa Noufrakis y los otros oficiales pudieron salir de Hagia Sophia, y luego se dirigieron a la costa, donde Kosmas y su bote los estaban esperando. Fuera de la Iglesia, un turco corpulento se adelantó, tratando de golpear al sacerdote griego con un palo.

Aunque Papa-Lefteris intentó evitar el golpe, el palo lo golpeó en el hombro. El dolor era insoportable y lo puso de rodillas, pero recobró fuerzas, se levantó y siguió caminando hacia el muelle.

Mientras tanto, el comandante Liaromatis y el capitán Stamatios pudieron desarmar al turco, que se estaba preparando para golpear al sacerdote nuevamente.

Los cinco hombres finalmente llegaron a la costa y saltaron al bote de Kosmas, y comenzó a remar tan rápido como pudo. Pronto pudieron abordar el buque de guerra griego, sano y salvo, y victorioso.

Sin embargo, su acto atrevido terminó causando una inevitable pelea diplomática. Los aliados se unieron como un grupo y condenaron severamente la acción en una protesta al primer ministro griego Eleftherios Venizelos, quien se vio obligado a reprender a Papa Lefteris.

Pero Venizelos más tarde contactó secretamente al valiente sacerdote griego y lo felicitó por el inmenso coraje y patriotismo que había demostrado. El padre Eleftherios Noufrakis había cumplido el deseo secreto de toda una nación, aunque fuera solo por un breve momento en el tiempo.


Fuente: Iglesia Ortodoxa de Costa Rica